quinta-feira, 16 de março de 2017

A Mãe Fit #4 Gravidezes / 4 Recuperações

Quem me conhece sabe que mal a criança sai cá para fora começa a minha contagem decrescente para voltar à minha forma física anterior.

Foram quatro filhos, afinal...

Na primeira, eu tinha mais 3 kg do que o meu peso habitual (pesava 55kg) e engordei 12kg durante a gravidez. Tinha 24 anos, era inexperiente e sabia ainda pouco sobre o assunto.
Lembro-me de estar preocupada com o ganho excessivo de peso, mas não me pesava regularmente. Estava com o Pedro nem há um ano, portanto as jantaradas e programas a dois eram muito frequentes! Fui a uma dermatologista de propósito para saber qual o melhor creme para espalhar no corpo de uma grávida – Velastisa Anti-Estrias. O creme que não abdiquei durante as 4 gravidezes!! Fez milagres comigo! Mas era inexperiente, punha creme duas vezes por dia mas apenas nas zonas mais flagrantes (peito, barriga e nádegas), daí terem-me aparecido uns vergões no fundo das costas (onde nunca pus) que mais tarde tive de tratar com lazer. A recuperação foi mais lenta, mas nada demais. O meu peso habitual na altura, como já referi, eram mais 3/4kg do que aquilo que peso agora.

Na segunda gravidez as coisas foram bem diferentes. Já trabalhava no ginásio há algum tempo e portanto já sabia bem mais sobre o assunto. 
Foi definitivamente um “aprimorar” do processo apesar de ter começado com o mesmo peso inicial (55,5kg) que a gravidez da Sofia. Fiz um quadro excel que colei na parede do W.C., bem por cima da balança. Pesava-me todos os dias para poder controlar o ganho de peso.
Fiz exercício físico durante toda a gravidez, apesar de serem aulas leves. Já punha o creme em todo o lado e mais algum. Engordei 9kg durante a gravidez mas foi a primeira vez que descobri que 52kg era definitivamente o “meu” peso ideal.
Foi a primeira vez que consegui ficar “seca”. Não era preciso contrair a barriga para se verem os meus abdominais. Fiquei com os braços e pernas delineados. Foi aqui que descobri que não importa só comer bem, importa também (e muito) as porções daquilo que comes. O meu corpo mudou drasticamente depois disto. A Alice foi a bebé mais difícil que tive. Lembro-me de ter 15 minutos para treinar porque simplesmente era o tempo que aquela estaferma dormia. Arredava com a mesa de centro da sala e treinava sem parar durante aqueles 15 minutos. Cheguei a treinar muita das vezes à meia noite. Foi nesta gravidez que adoptei também o tipo de treino intervalado. Fartei me de pesquisar sobre o assunto. Lembro me de gostar tanto deste tipo de treino e dos resultados, que era raro receber visitas lá em casa sem as convencer a fazerem uns burpees comigo na sala.

A minha recuperação foi rápida. Foi a primeira vez que pesei 52 kg. E se acham que o resto do mundo bate palmas, enganem-se.

“Estás magra demais, Sara!”
“Mas o que te aconteceu, a criança não te dá descanso?”
“A tua cara está esquelética. Não gosto de te ver assim. Estavas bem melhor como estavas…”

Foi também a primeira vez que me apercebi que quem passa por um processo de perda de peso tem de obrigatoriamente passar por este “teste”. Faz parte. As pessoas não estão preparadas para ter ver mais magra e vais ouvir muitos destes comentários. Mantém-te firme. Quando o resto do mundo se habituar, pesquisas mais tarde fotos de como eras e voilá! Afinal não estás assim tão magra, antigamente estavas era roliça!

Duas filhas… bora lá tentar o boy!!

Se me perguntassem, na primeira e segunda gravidez, se queria saber o sexo da criança, é CLARO QUE SIM! Mas na terceira e última (achava eu) fez sentido não saber. Apimentou as coisas.

Se na segunda gravidez eu tive muito mais cuidado, numa terceira eu queria acabar em grande.
Como adoro desafios, decidi criar um diário alimentar e um diário de treinos. Apontei exatamente tudo o que comi, as horas a que comi, as quantidades, e, muita das vezes, com fotografia e tudo. Com os treinos foi igual. Escrevi todos os treinos que fiz (bem mais potentes que os que fiz na Alice – adicionei imensos pesos e enquanto me senti bem não abrandei) com o quadro das pesagens também sempre presente. Comecei a escrever no dia em que soube que estava grávida e só parei quando atingi o meu peso, no pré-parto. Tenho 5 cadernos em casa com isto tudo. Adoro revê-los de tempos a tempos. Engordei 8kg.
 Atingi o meu peso num pulinho. Dia 2 de Maio ela nasceu, 3 meses depois já pesava 52kg. 
Estava pronta para me pôr dentro dos meus bikinis em pleno Agosto e com uma bebé de fraldas. Adoro.



Ninguém previa, mas 1 ano e meio depois lá estava eu grávida outra vez. Não foi planeado. Mas… Let´s do this!

Desta vez a magia já não é nenhuma, queres saber logo o sexo da criança (por favor um rapaz, por favor um rapaz, por favor um rapaz…!!!) e só queres ter um filho, já não queres estar grávida.
Já toda a gente torcia por nós: a família, os amigos a ginecologista e a ecografista … Na eco das 12 semanas não deu para ver o sexo, mas ela ficou tão sensibilizada pela nossa coragem que mandou-nos lá voltar uma semana depois para tirar dúvidas… It´s a boy!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Lembro-me de ter demorado algum tempo até cair em mim.
Desta vez a recuperação foi mais descontraída. Tive muito cuidado durante a gravidez, até porque estive no activo até muito tarde (3 semanas antes dele nascer) e, portanto, engordei os 8kg.

1 mês e meio depois dele nascer comecei a trabalhar!
Ele tem agora 2 meses e meio e ainda me faltam 1,5kg para perder e alguma gordura localizada na barriga e coxas. Foi a primeira vez que “descontraí” mais em relação à recuperação e sei perfeitamente porquê: falta tanto para o verão chegar :) :) :) !!
Já me serve tudo à excepção das calças de ganga mais justas. Mas sinto-me bem. Sei que vou lá chegar porque conheço bem o caminho.
Que fique bem claro que é a última vez que o percorro :)!