quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Mãe Fit #Alimentação de uma mãe de 4 filhos

Pode parecer presunçoso autointitular-me de “mãe fit”, mas o que é certo é que desde sempre que me preocupo com a minha forma física, com ou sem filhos. Nem sempre estive em forma ou contente com o meu corpo, isso é certo. Nunca fui gorda, mas já fui bem roliça. Ninguém nasce ensinado e o meu percurso é engraçado. Tenho ajudado algumas mulheres a mudar a sua vida, apenas partilhando a história da minha, e confesso que ADORO.

0 aos 22 anos

Até esta idade eu simplesmente comia o que queria. Era super activa. Sempre fui aquele tipo de miúda que ADORA as aulas de educação física, que pedia bolas de futebol como prenda de natal e que escolhia os ténis em vez das sandálias. Lembro-me perfeitamente de ir ao bar da escola sem qualquer tipo de restrição… aquilo que gostava era aquilo que comia. Os meus lanches eram arrufadas com queijo e ucal de chocolate às paletes!!! Às refeições eu era aquela aluna que pedia o extra molho em cima do arroz; o pão não faltava para molhar na sopa, e tinha sempre um arroz doce ou um leite creme no tabuleiro do refeitório.


23 anos

Engravidei da Sofia. Como relatei no post anterior, comecei a ter algum cuidado com o que comia nesta fase. Pela primeira vez na vida deixei de fazer exercício a toda a hora. Estava a trabalhar num projeto novo e estava grávida. Era verdinha, acabadinha de deixar a Faculdade de Motricidade Humana e tinha zero de experiência. Achava que comer arroz branco sem molho e carcaças, em vez de bolos, era o suficiente. Cortei em algumas coisas, mas simplesmente não tinha a noção de como as coisas realmente funcionavam.
Nunca pesei tanto como nesta fase (67kg).



27 anos

Grávida da Alice. Segundo filho. Quando engravidei pesava exatamente o mesmo que pesava quando engravidei da Sofia, mas estava mais desperta para as coisas, não engordei tanto. Li imenso durante a gravidez. Comprei todos os livros lançados pela endocronologista Maria Isabel do Carmo e li-os quase todos seguidos. Comecei a preocupar-me com aquilo que comia e principalmente com as porções de comida. Foi um “wake-up call” para mim. No pós-parto mudou tudo.

1 mês e meio de Alice

6 meses de Alice

1 ano e meio de Alice

31 anos

Grávida da Petra. Terceiro filho. Pela primeira vez engravidei com 52 kg. Tudo aquilo que aprendi, durante a gravidez e pós parto da Alice, quis aprimorar na gravidez da Petra. Decidi subir o nível e fiz um diário alimentar, do mais completo que existe. Com datas, horas, pesagens e fotos da comida. Nesta gravidez comecei a ter mais cuidado, vendo os rótulos daquilo que comprava: açucares, lípidos saturados e proteínas. Descobri como é que o meu corpo funciona e qual a alimentação que tenho de ter para ter o corpo que quero.

O dia em que a Petra nasceu

3 meses de Petra

3 meses e meio de Petra

32 anos

Gravidez do Simão. Quarto e último filho.
Mais relaxada, mas sempre com cuidado porque sei que quanto mais engordas na gravidez mais estragos tens de gerir depois, e isso eu não queria. Como estive activa profissionalmente até tarde, andei sempre com a marmita pronta, com pequenos almoços, almoços e lanches, atrás de mim. Não havia como pisar o risco. Ajudou-me sempre imenso. Pouco ou nada aprendi ou alterei nesta gravidez. Foi o repetir daquilo que funciona.

Grávida de 6 meses do Simão

Dia em que nasceu o Simão

Hoje :)

Não sou nutricionista, nunca serei. Sou uma entusiasta e curiosa sobre o assunto. Se há coisa que aconselho a todas as pessoas com quem trabalho é de irem pelo menos uma vez na vida a uma nutricionista para aprenderem a comer.

Não vejo rótulos a toda a hora. Já os vi. Já conheço os produtos que devo comer. Sempre que me aparece algo de novo na prateleira, vou espreitar. Dou prioridade à comida verdadeira e não processada. Como carnes brancas, mas não dispenso um bom bife de vaca à pimenta. Adoro tudo o que é petiscos e o bolinho a seguir ao café, mas sei que não posso comer o que quero e ser saudável ao mesmo tempo. Não sou, nem nunca fui a favor do corte total de determinado alimento ou nutriente. As únicas coisas que corto a 100% são aquelas de que não gosto.
Como bem 70% do tempo. Tenho SEMPRE os meus dias OFF!! ADORO comer e não abdico das refeições calóricas, gordurosas e apetitosas por nada deste mundo. Consegui encontrar o equilíbrio que funciona comigo: comer muito bem durante a semana e extravasar uma ou duas vezes ao fim de semana. Quem me conhece sabe que passo a semana toda a desejar que chegue o fim de semana para ir jantar com o pessoal! Sou daquelas pessoas que chega ao restaurante às 13h e só se levanta às 18h. O convívio, na nossa família, é feito, na maior parte das vezes, à mesa.

Por curiosidade e por desafio já tentei experimentar um tipo de alimentação mais sistematizada e organizada (contagem de macronutrientes), mas não funciona na minha logística familiar e não gosto de todo.
Não há milagres. Se eu deixar de treinar e comer tudo o que quiser, podem ter a certeza absoluta que engordo. Se eu quiser sou gorda, é tão simples quanto isso. Esqueçam aqueles post´s de quem come chocolate e croquetes a toda a hora e não engorda. Ainda estou para perceber o objectivo de tais testemunhos…

Ninguém engorda do ar, ninguém é magro e saudável comendo tudo o que quer, sem restrições. Não se deixem enganar…! Mas acreditem que não é preciso ter o gene A ou ser doutorado em medicina para se ter o corpo que se quer! Dá trabalho? Claro. Mas eu tenho 4 filhos, dois ginásios, dois grupos de treino, um blog e consigo. Porque não hás-de conseguir tu também??

Beijos,
A Mãe :) --> Mais fotos das gravidezes (AQUI)